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sexta-feira, 17 de julho de 2015

GALERIA MUSICAL - CORO POLIFONIA CARIOCA - RÉQUIEM(Mozart) , ALELUIA(Ralph Manoel) E THE PROMISE OF LIVING(Aaron Coplande) - Concerto de homenagem Póstumas ao nosso Maestro Ueslei Banus.


CANTAR


Canto sem censura, pois quando canto o motivo não é somente estar alegre ou triste. 
Canto por existir, por ter preso dentro do corpo que acolhe a minha alma, os gritos dos castiços, os gemidos dos jovens que partiram da favela com um tiro nas suas vidas, as mães e os pais que abandonam os seus filhos por conta das escolhas erradas, aos filhos que desprezam os seus pais e avôs por terem sido desamados na infância, ao encarcerado no cumprimento da lei, aos que estão no leito da dor e da morte aos que estão presos na memória acorrentando o presente.


Canto para não ficar doente!

Canto para libertar os santos e demônios que habitam na minha memória, alimentados com o poder ditador ou com os entraves do viver.

Canto a música alegre,o lamento, a popular, a clássica, a de terreiro batido, em português, em alemão, em ioruba, em faveles... Canto sim, sem me preocupar com a beleza da voz e sim com a afinação de ideais com os meus ancestrais.

Por vezes o silencio do meu canto nada mais é do que o grito do meu coração. Aí canto para a minha própria solidão.

No silêncio não somente canto, componho, uso a ferramenta como a arma que registra o pouco caso com os seres desprezados da nossa nação. 













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